terça-feira, 8 de dezembro de 2009
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
E SAÍRAM OS GRUPOS DA COPA
Não vou ficar aqui falando quais são as seleções de cada grupo, muito menos dizer quem é ou não favorito. Ainda falta muito tempo pro maior torneio de futebol do mundo começar e até lá, durante o tempo de preparação que resta, muita coisa pode acontecer.
Mas vamos às insanidades "lucânicas".
Primeiramente, para mim, puramente por uma questão política e histórica, a Argélia foi um grande personagem do séc. XX, ao lutar contra a França pela sua independência. Caiu no grupo de EUA e Inglaterra, duas merdas imperialistas. Que meta gol neles, apesar da Inglaterra, teoricamente, ser uma das favoritas.
Sugestão de cinema: A Batalha de Argel, do cineasta italiano Gillo Pontecorvo.
Falando em Itália, a atual campeã reeditará o duelo contra a Austrália. Quem não se lembra, na Copa passada, daquele pênalti escandaloso "sofrido" pelo Grosso que, convertido por Totti, eliminou os cangurus nas oitavas de final?
A Nigéria sempre é uma força africana. Idem Coréia do Sul, na Ásia, enquanto a Grécia foi campeã européia em 2004. Portanto, a Argentina, salva pelo gongo, não terá vida fácil. Ainda falando de azuis e brancos, Honduras, em meio à crise política que vive, terá pela frente a badalada Espanha, que tem a fama de ser ao mesmo tempo a fúria e a "amarelona" em Copas.
E o Brasil, se não pegou times tão qualificados assim, terá pela frente a Costa do Marfim de Drogba e Portugal, de Liédson (o Tio Marcão já vibrou com gols dele pelo Timão) e Cristiano Ronaldo. Não acredito que chega a ser um grupo da morte, mas Copa do Mundo é Copa do Mundo. Está longe de ser um grupo fácil.
A surpresa pode ficar por conta da Coréia do Norte. Não esqueçamos que o país de Kim Il Sung, na Copa 1966, eliminou, nada mais nada menos, que a então bicampeã Itália e nas quartas de final acabou sucumbindo a Portugal de Eusébio, por 5x3, após estar vencendo o jogo por 3x0. 44 anos depois, é a vez da revanche dos comunistas contra os lusos e estreia contra o Brasil.
Chamem-me de louco, insano, politicamente atrasado, o que for. Todos que me conhecem, sabem de qual projeto de sociedade compartilho. Com suas virtudes e defeitos, mais a suposta debilidade ludopédia, estarei torcendo para a Coréia do Norte.
Saudações comunistas, Lucas Fogueteiro.
PS: falei merda e só agora percebi. As bandeiras são parecidas, mas a Itália pega a Nova Zelândia e não a Austrália. Portanto, a menos que se cruzem adiante, revanche é o caralho.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
E NINGUÉM CALA ESSE CHORORÔ
Recentemente, o grande episódio de choro no futebol brasileiro foi o do Botafogo, na final da Taça Guanabara, ano passado, contra o Flamengo. Em Futebol ao Sol e à Sombra, Eduardo Galeano afirma, com muita propriedade, que o futebol é a arte que transforma o homem em menino. Seria essa a explicação para as lágrimas botafoguenses?
Seja lá qual for o motivo, o chororô não é exclusividade do Botafogo. Agora o Vasco voltou à primeira divisão, mas ano passado tinha gente até querendo se suicidar em São Januário, sem contar os choros de palmeirenses, atleticanos mineiros, corintianos e outros, quando seus times foram rebaixados para a Série B, assim como o próprio Botafogo, em 2002. Da mesma forma que esse ano muitos cruzeirenses choraram a perda da Libertadores, inclusive o volante Henrique, assim como torcedores do Fluminense, ao perderem pra LDU ano passado. E quem não se lembra, algumas semanas após o chororô botafoguense, a mesma atitude dos jogadores do Flamengo, principalmente o goleiro Bruno, ao serem eliminados da Libertadores pelo América do México, em pleno Maracanã?
O esporte em geral vive seu processo de judicialização. As entidades desportivas, além de dirigentes e atletas capacitados, investem nos seus departamentos jurídicos. E nas últimas rodadas do Brasileirão 2009, o polêmico Superior Tribunal de Justiça Desportiva mais uma vez entrou em cena, demonstrando, como sempre, sua falta de critério e entendimento jurídico-desportivo.
Após o jogo contra o Fluminense no Maracanã, o presidente palmeirense Luiz Gonzaga Beluzzo foi suspenso por 270 dias porque criticou duramente, com palavras ofensivas, o árbitro Carlos Eugênio Simon, que anulou um gol legítimo de Obina. Depois, os jogadores do SPFC, Borges, Dagoberto e Jean foram suspensos por vários jogos devido à expulsões contra o Grêmio. Viu-se, nesse caso, a aplicação da mesma pena para diferentes expulsões. Enquanto um agrediu e o outro deu carrinho por trás, o terceiro foi expulso pelo segundo cartão amarelo. Uma aberração jurídica a mesma pena para três infrações diferentes. De quebra, o SPFC perdeu o mando de jogo contra o já rebaixado Sport, na última rodada, porque UM torcedor invadiu o campo contra o Inter, no Morumbi.
Com o Flamengo em franca e fanstástica ascenção, começou-se a dizer que o clube da Gávea teria comprado o campeonato e então tudo estaria armado para um carioca voltar a ser campeão brasileiro, com ajuda da Globo, a rede de TV mais porca do mundo, mais a CBF. Entretanto, após o empate por 0x0 contra o Goiás, o zagueiro flamenguista Ronaldo Angelim acusou o SPFC de ter pago ao esmeraldino do centro-oeste a famigerada mala branca.
O Brasileirão 2009 é paradoxal: reúne, ao mesmo tempo, emoção e baixo nível, proporcionados por campanhas irregulares daqueles que disputam o título. O Palmeiras era o virtual campeão e despencou. O Inter e o Cruzeiro, teoricamente favoritos por grande parte da imprensa esportiva, não corresponderam às expectativas. No caso do Cruzeiro, ainda há a justificativa de divisão de atenção com a Libertadores. O Flamengo não aproveitou a oportunidade de liderar há poucas rodadas do final e o SPFC não passa uma semana sem reclamar da arbitragem.
Ou seja, em tempos de judicialização do futebol, a maioria dos clubes participantes do Brasileirão 2009 justificam, na incompetência de árbitros, do STJD e no pagamento de malas brancas, a sua incompetência dentro de campo.
Saudações alvinegras, Lucas Fogueteiro.
domingo, 22 de novembro de 2009
TABUS FORAM FEITOS PARA SEREM QUEBRADOS
A frase título deste artigo é lugar comum, não gosto muito dela, inclusive. Quando dois times jogam, o jogo anterior só vale se é mata-mata. Passou os 90 minutos, o próximo jogo é outro.
A última vitória do Botafogo em cima do São Paulo havia sido no primeiro turno do Campeonato Brasileiro de 2004, em Caio Martins, 1x0, gol de Gláucio. De lá pra cá, foram empates e derrotas alvinegras, seja no Morumbi, no Macaranã ou no Engenhão.
Apesar da derrota de hoje, o Cara d Sapo não deve estar tão triste assim, pois o plágio do Ituano empatou com o Goiás em pleno Macaranã lotado e o SPFC continua líder, há duas rodadas do final do campeonato.
Nada está definido, tanto lá em cima como lá embaixo. Mas depois de estar perdendo por dois a um, o Botafogo teve atitude, se superou e venceu, com méritos, o líder do campeonato. Grande partida do menino Jobson, uma contratação que finalmente justificou sua aposta pela diretoria. Mas, como um time que briga pra não cair, o Botafogo não apresentou ao longo da temporada, com regularidade, o futebol apresentado contra o SPFC hoje, sem contar que os cochilos da zaga, afff, continuam.
O Botafogo ainda depende dele, mas o próximo jogo, contra o ATL PR, na Arena da Baixada, está longe de ser fácil. O rubronegro paranaense também luta para não cair e jogar na casa dele não é nada fácil. Portanto, mãos à obra e muita luta.
E quanto ao confronto de hoje, depois farei uma compilação de jogos entre Botafogo e SPFC que entraram para história.
Glória à Estrela Solitária! Sobreviveremos!
Saudações alvinegras, Lucas Fogueteiro.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Uma copa sem grandes surpresas
Chegamos ao fim das eliminatórias para Copa de 2010. Surpresas? Não muitas. Todos os campeões estarão presentes. Teremos dois estreantes (meio estreantes, melhor dizendo), a Sérvia que participou em 2006 como Sérvia e Montenegro e a Eslováquia, que no meu Atlas ainda é a República Tcheco-Eslovaca.
De surpresas podemos falar na Argélia, Honduras e Nova Zelândia, apesar de que foi muito fácil pra essa última seleção chegar lá.
Não sei se teremos uma copa disputada ou de bom nível técnico, pelo que vimos nas eliminatórias não acredito muito, mas segue a lista de todos os países classificados. Dia 4/12 irão ser sorteados os grupos, torçam para que eu consiga comprar ingressos. Parabéns a todas as seleções.
África
Argélia
África do Sul
Gana
Costa do Marfim
Nigéria
Camarões
Ásia
Áustrália
Coreia do Sul
Japão
Coreia do Norte
América do Sul
Brasil
Paraguai
Chile
Argentina
Uruguai
Américas do Norte e Central e Caribe
México
Estados Unidos
Honduras
Europa
Holanda
Inglaterra
Espanha
Alemanha
Dinamarca
Eslováquia
Sérvia
Itália
Suíça
Grécia
Portugal
Eslovênia
França
Oceania
Nova Zelândia
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Os portugueis, as virga e a Veterana
Que todo mundo sabe que a Caldense é o melhor time do Sul da nossa querida Minas Gerais, isso sim todos sabem. Que todo mundo sabe que os português é fácil, difícil é os plural, ah, isso sim todos "sabe" também. Ah, também tem outro detalhe, eu não costumo pegar no pé por falar ou escrever "errado", eu fazia linguística antes do jubilamento e tento compreender a ideia transmitida, mas ela tem que ser transmitida.
Bem, leiam por vocês: http://www.caldense.com.br/noticias.asp?noticia=2009103001
Irei comentar somente alguns trechos:
"O placar de 1 x 1, não contou a verdadeira história do jogo.". Tudo bem separar sujeito do verbo com vírgula, não é o problema, mas o que vem a seguir é lindo!:
"O primeiro tempo começou com muita preção da equipe do Sul de Minas". PREÇÃO? PREÇÃO? PREÇÃO? PREÇÃO? É isso que vejo mesmo a Veterana fazer: PREÇÃO! Aff.
"O condicionamento físico de time está em nível de meio da temporada". Essa frase é muito confusa, acho que até que é simples de entender o que ele quis dizer, mas certamente não teve a menor condição de fazê-lo. É deveras confuso...
"Wellington, que por acaso é filho do lateral penta campeão do mundo Cafu (...)". Como bem disse nosso caro colega Tio Marcão: "Como assim, por acaso o cara é filho?????? Casualidade em paternidade é bacana!"
"encontrou uma avenida nas costas do lateral improvisado Xandinho (que estava bem no jogo)". Ainda bem que ele estava bem no jogo, imagina o que ele iria encontrar se ele estivesse mal.
"Um fator que atrapalhava o desenvolvimento do jogo era o forte vento que soprava na cidade de Itu no momento". Só tem pérola nessa matéria. Os times eram tão bons que o que dominava o jogo era o vento.
"Com a inversão de campo no segundo tempo, o vento se tornou a favor". Ainda bem.
"O meia Maxwel continuava ditando o ritmo da partida, quando de fora da área ele encaixou um belo chute na trave, para alívio e precaução do presidente da equipe de Itu". UHUHuhauhauhauhauhauh O presidente tava se cagando: "Se eu perder pra essa bosta de time vou perder a eleição, porra. Assim não dá!".
Bem, em resumo, toda grande notícia tem um grande título:
"Bela apresentação em Itu, e ex-dupla do Ituano, agitaram a semana da Veterana"
DIGAM-ME TODOS QUE OUSARAM LER A NOTÍCIA: que ex-dupla é essa?
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Você sabe como foi o final da carreira do Vampeta?
Veja este trecho da entrevista dele ao Cosme Rímoli, no portal R7: ENTREVISTA COMPLETA
Depois você encerrou a sua carreira no Juventus. De uma maneira estranha, ninguém soube o que aconteceu…
Você está com sorte. Vou falar pela primeira vez a maluquice que foi o meu fim de carreira. Depois do rebaixamento do Corinthians, eu voltei para a Bahia. Falei para mim mesmo: não quero mais saber de futebol. Acabou. Fiquei triste, deprimido. Minha casa, graças a Deus, é muito confortável e grande. Dois amigos de infância moram comigo. A diretoria do Juventus da rua Javari ficou ligando direto para mim. Mas eu não queria atender. Os dirigentes falaram tanto com meus amigos que prometeram a eles 10% do meu contrato se jogasse no Juventus. Os dois ficaram taão empolgados, me encheram tanto, me atormentaram que eu acabei aceitando. O técnico era o Márcio Bittencourt, muito meu amigo. Ele falou que o time era bom e eu iria gostar. Mas ele ficou só uma partida. O puto recebeu proposta do Noroeste e me abandonou na mão. Entrou o Sérgio Soares, gente boa. Mas depois chegou o Fescina. Ele disse que o time tinha dois jogadores com 34 anos. Eu e o Fernando Diniz. Falou que, quando jogasse um, o outro ficaria no banco. Eu fiquei puto.
O que você fez, Vampeta?
Fiquei quieto que não sou de briga. Mas quando chegou uma partida na Javari, contra o América de Rio Preto, resolvi agir. O Fescina havia feito duas substituições. Vi que ele estava com aqueles óculos grossos olhando para o jogo. Ele mandou todos os reservas aquecerem. Eu fingi que fui e parei no meio de campo. Falei para o quarto árbitro que iria sair o 10, o Fernando Diniz. E entrei, sem ordem dele, de ninguém. Se ele gostou, não gostou, não me interessou. Depois daquele jogo, nunca mais voltei ao Juventus.Foi o meu final de carreira perfeito. Como disse o Sócrates: “Ninguém me convidou para essa festa. E resolvi sair dela sem chamar atenção”.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Mais música e futebol
Grandes personagens, grandes histórias, grandes letras...





